O que você ganha com a Procrastinação?

Flávio Resende*

Você é do tipo que se distrai constantemente nas redes sociais? Usa sempre o botão soneca, ao acordar? Perde prazos de inscrições? Adia tarefas que precisam de mais dedicação? Deixa pra fazer as coisas na última hora? Se você se identificou com as características acima, muito provavelmente tenha um perfil procrastinador.

Mas por que adiamos o que precisa de urgência para ser resolvido? Na maioria das vezes, por medo ou por auto sabotagem.

Em outras palavras, quem procrastina, em geral, tem consciência do que está fazendo e, talvez por isso, se angustie tanto.

Há quem tenha uma postura resolutiva frente à vida, mas, em determinados momentos, também não consiga avançar. Me enquadro neste perfil. Todavia, sempre que isso acontece, olho pra dentro e procuro identificar o que me imobiliza. É um “papo reto” com você mesmo, buscando sinceridade, transparência e coerência entre o que está no campo da razão e no que é sentido.

Ao mapear as possibilidades e o passo a passo de cada situação, acabo me fortalecendo para as ações necessárias e, normalmente, descubro que o que até então era um grande obstáculo, na verdade, é mais simples do que parecia.

A procrastinação por auto sabotagem merece uma atenção especial, inclusive do ponto de vista psicológico. Esta limitação dialoga com o repertório de vida do indivíduo, bem como com todas as suas crenças limitantes construídas ao longo de sua jornada.

Grande parte das pessoas que se auto sabota tem dificuldade em perceber este movimento ao longo da vida, já que tudo parece mais difuso. O autoconhecimento surge, portanto, como o instrumento capaz de conectar as histórias, as sensações e os sentimentos, montando o quebra-cabeça desta complexa engrenagem de quando somos emparedados diante daquilo que nos causa medo.

Conhecer-se figura, então, como um poderoso antídoto no combate à procrastinação. O que você tem feito neste sentido para melhorar e agir no tempo necessário para a resolução dos conflitos? Que esforço faz para desatar estes nós engendrados lá atrás? Qual o primeiro passo? O que você ganha com isso? Estas, talvez, sejam perguntas que façam sentido, caso a sua máxima de agora em diante seja “não deixar para amanhã o que pode ser feito agora”. Boa sorte!

 

* Jornalista, empreendedor, coach ontológico e aprendiz das coisas do sentir.



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