Ação é fruto de parceria da empresa com fábrica-escola voltada para mulheres
Usar a criatividade para dar um novo destino a macacões, aventais, luvas e coletes. Essa é a proposta do projeto “Upcycling: Ressignificando resíduos” desenvolvido pela Camorim Serviços Marítimos. Equipamentos de proteção individual (EPIs) e outros resíduos gerados internamente que seriam descartados ganham novos significados, transformando-se em bolsas, carteiras, cases de laptops, necessaires, chaveiros, entre outros itens.
Por meio do projeto, iniciado no segundo semestre de 2025, a empresa transformou 155 kg de material têxtil em 600 unidades de peças recicladas, evitando a emissão de 186,5 kg CO2e na atmosfera.
A iniciativa vai além do reaproveitamento de materiais industriais e da redução de emissões de gases de efeito estufa: contribui para dinamizar a economia circular no país, gerando impacto social. O “Upcycling: Ressignificando resíduos” acontece em parceria com o Instituto Mulheres do Sul Global — entidade dedicada ao empoderamento econômico de mulheres refugiadas, migrantes e brasileiras através da costura industrial. Com sede em Niterói (RJ), a fábrica-escola atua há oito anos na solução em gestão responsável do resíduo têxtil.
Anualmente, a Camorim adquire em média cinco mil uniformes para distribuir entre os colaboradores. Seguindo estritamente as recomendações de segurança, a corporação realiza trocas periódicas dos EPIs. Tal prática, no entanto, ocasiona a geração de resíduos internos. A meta para 2026 é que a maior parte desses materiais sejam transformados em novos produtos ecológicos, a partir do trabalho dessas profissionais.
Atenta a questões de sustentabilidade, a Camorim também adota práticas que minimizam o impacto ambiental e otimizam recursos em suas instalações e embarcações. No estaleiro, localizado em Niterói, são desenvolvidas ações como reaproveitamento de água da chuva através da utilização de tanques de captação; e o uso de painéis solares para geração de energia.
Atualmente, a empresa está em fase de implantação do programa de Coleta Seletiva, que tem como objetivo aprimorar a separação e destinação dos resíduos gerados, garantindo o tratamento adequado de cada material. Como parte desse projeto, a companhia adquiriu uma prensa hidráulica destinada ao enfardamento de papel, papelão e plástico — iniciativa que otimiza o armazenamento, facilita a logística e agrega valor aos materiais recicláveis. A estimativa é reduzir em 30% o volume de resíduos até o final deste ano.
Outra iniciativa sustentável foi a introdução, no ano passado, do Projeto Luz-Terra nos Portos do Rio de Janeiro e de Itaguaí, que permite que os rebocadores recebam energia de uma fonte fixa em terra durante sua permanência nesses portos. Essa prática sequestra o carbono de 75.500 árvores — o equivalente a mais de 40 mil metros quadrados de floresta.
“Nossas equipes têm buscado soluções criativas para mitigar os impactos ambientais de nossas atividades na terra e no mar. Também procuramos firmar parcerias que gerem impacto social. Na Camorim, trabalhamos em prol desenvolvimento sustentável que beneficia o setor marítimo e toda a sociedade”, salientou Eduardo Adami, vice-presidente da Camorim.
Fonte:
Alessandra Bizoni
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Imagem: Camorim Serviços Marítimos/Divulgação