Sustentabilidade é vantagem competitiva para 83% das empresas, mas apenas 25% têm um programa consolidado, aponta estudo

De acordo com a Primeira Pesquisa Global sobre Sustentabilidade da BDO, 37% das organizações na América Latina já estão incorporando a sustentabilidade em sua estratégia

 

A sustentabilidade deixou de ser um diferencial opcional e passou a ser um fator determinante para a competitividade das empresas. É o que revela a Primeira Pesquisa Global sobre Sustentabilidade da BDO, realizada com 418 organizações de 36 países. O estudo mostra que 83% das empresas enxergam a sustentabilidade como geradora de vantagem competitiva, mas apenas 25% possuem um programa totalmente consolidado, evidenciando uma distância relevante entre intenção estratégica e implementação efetiva.

Na América Latina, o movimento de integração da sustentabilidade avança, mesmo em um ambiente de incerteza normativa e econômica. Segundo o levantamento, 68% das empresas da região já publicaram relatórios de sustentabilidade, sinalizando maior compromisso com transparência e gestão de riscos. Além disso, cerca de 40% afirmam ter um programa de sustentabilidade considerado maduro.

O estudo também mostra que 37% das organizações latino‑americanas já incorporam a sustentabilidade em sua estratégia de longo prazo, enquanto 32% destacam como principal benefício a ampliação da visão de risco, incluindo indicadores ESG para decisões estratégicas mais informadas. Outros 26% apontam o acesso a financiamento em melhores condições como um dos maiores ganhos.

O investimento na agenda sustentável tende a crescer: 95% das empresas da região afirmam que manterão ou aumentarão o orçamento destinado ao tema. A maioria prevê estabilidade, enquanto 26% planejam ampliar recursos para atender às novas demandas de mercado, clientes e reguladores.

“Muitas empresas estão percebendo que ESG é investimento, não apenas gasto. Apesar de já existirem métodos e ferramentas capazes de mensurar retorno, essa é uma agenda de longo prazo. Portanto, as empresas precisam começar a jornada o quanto antes”, afirma Viviene Bauer, sócia-líder de ESG da BDO Brasil.

As organizações que trabalham com indicadores claros e modelos mensuráveis se destacam por melhorar eficiência operacional, reduzir riscos regulatórios e atrair talentos e investimentos com maior facilidade — tornando-se empresas mais competitivas e resilientes no longo prazo. “As empresas da região têm condições de acelerar essa agenda, especialmente se fortalecerem seus sistemas, articularem melhor suas estratégias e adotarem controles que facilitem a prestação de contas”, finaliza Bauer.

Fonte: Imprensa BDO
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Imagem: FreePik

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