Fraternidade Sem Fronteiras chega aos cinemas com documentário selecionado para o Festival do Rio

“Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados” conta a trajetória de quatro refugiados congoleses que se tornaram líderes Ubuntu na Organização humanitária FSF

A história de quatro refugiados congoleses que encontraram na filosofia Ubuntu um caminho para transformar a própria realidade e a de milhares de outras pessoas chega às telas no Festival do Rio 2026. O documentário “Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados”, que retrata uma história que também faz parte da trajetória da Fraternidade Sem Fronteiras (FSF), terá três exibições durante o evento, nos dias 5 e 6 de outubro, no Rio de Janeiro. A estreia nacional está marcada para 12 de novembro.

Dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, produzido por Iafa Britz, com produção da Migdal Filmes, distribuição da Downtown Filmes e apoio da Fraternidade Sem Fronteiras, o documentário acompanha as trajetórias de Maick Mutej, Prince Kalolo, Felly B. Zihalirwa e Frank Donatien, refugiados da República Democrática do Congo que se tornaram conhecidos como líderes Ubuntu.

No Festival do Rio, a primeira exibição será uma première no dia 5 de outubro, às 18h45, no Centro Cultural FGV. No dia seguinte, 6 de outubro, o filme terá duas sessões abertas ao público: às 18h, no CineCarioca José Wilker 1, e às 19h, na Estação Claro Rio 5, esta última seguida de debate. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma:Ingresso.com

Uma história de protagonismo e transformação

O filme tem como cenário o Campo de Refugiados de Dzaleka, no Malawi, no sudeste do continente africano. Criado em 1994 para receber dez mil pessoas, o local reúne atualmente cerca de 58 mil refugiados que deixaram seus países em razão de conflitos políticos, religiosos e étnicos.

Foi em Dzaleka que as histórias de Maick, Prince, Felly e Frank se encontraram. Vindos da República Democrática do Congo e marcados pelo deslocamento forçado, eles encontraram na união e na mobilização comunitária uma forma de construir novas perspectivas diante das dificuldades vividas no campo.

A partir dos princípios da filosofia Ubuntu, sintetizada pela expressão “eu sou porque nós somos”, os quatro começaram a mobilizar outros refugiados em torno de ações voltadas à própria comunidade.

Em 2018, essa caminhada ganhou um novo capítulo com a Fraternidade Sem Fronteiras e o desenvolvimento do projeto Nação Ubuntu. Educação, alimentação, geração de oportunidades e fortalecimento comunitário passaram a fazer parte de uma construção coletiva protagonizada pelos próprios refugiados.

O “Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados” coloca no centro da narrativa as pessoas, suas histórias e a capacidade de transformar a realidade a partir da união.

Do continente africano para o Festival do Rio

A participação no Festival do Rio antecede a estreia nacional de “Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados”, marcada para 12 de novembro.

Criado em 1999, o Festival do Rio é o maior festival de cinema da América Latina e uma das principais vitrines do cinema brasileiro. Ao longo de sua história, já exibiu mais de sete mil longas-metragens nacionais e internacionais, incluindo obras premiadas nos principais festivais do mundo, como Cannes, Berlim, Veneza e Toronto.

Com uma programação que reúne mostras competitivas, seleções temáticas, sessões especiais e atividades formativas, o evento contribui para a formação de público e para a qualificação de profissionais do setor.

A presença de “Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados” no festival leva ao público brasileiro uma história que começou dentro de um campo de refugiados no Malawi e que agora ganha as telas do cinema.

Fonte: Laureane Schimidt

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