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Quando a dor é maior do que a vontade de viver

Autor: Flávio Resende

Estamos chegando ao fim do mês de setembro, período em que, normalmente, fala-se bastante sobre a necessidade de conscientização quanto à prevenção do suicídio.

 

A data foi institucionalizada no Brasil em 2015, numa iniciativa do CVV (Centro de Valorização da Vida)CFM (Conselho Federal de Medicina) ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), com a proposta de associar a cor amarela ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro).

 

De norte a sul do país, monumentos (como o Cristo Redentor (RJ); o Congresso Nacional e o Palácio do Itamaraty (DF); o Estádio Beira Rio (RS); e o Elevador Lacerda (BA), para citar apenas alguns) são iluminados com a cor da campanha para chamar a atenção da sociedade para um tema tão complexo e relevante.

 

Com a pandemia, a procura por apoio emocional do CVV cresceu em escalas exponenciais. Isso se deve, em grande parte, à intensificação dos conflitos familiares (com o aumento do período de convivência); aos problemas financeiros (desencadeados pela crise econômica pela qual atravessa o país); e às crises de identidade, causadas, majoritariamente, pela perda de entes queridos, de emprego e de foco na vida, além de problemas familiares e relacionais. Mas a complexidade do tema é diretamente proporcional à capacidade de cada um suportar a dor, que varia de pessoa pra pessoa.

 

O fato é que, por razões diferentes, muito mais gente do