“Caminho Sagrado Peru” propõe nova forma de vivenciar o país andino a partir da espiritualidade e do autoconhecimento

Jornada do Viva Instituto, idealizado pela terapeuta Cris Garcia, de São Paulo, reúne meditação, rituais e contato com saberes ancestrais. Inscrições para a edição 2027 já estão abertas

Uma viagem ao Peru que combina turismo, imersão cultural e experiências de espiritualidade e autoconhecimento é a proposta do Caminho Sagrado Peru, jornada organizada pelo Viva Instituto desde 2020. Conduzida pela terapeuta Cris Garcia, a experiência se propõe a levar um grupo de até 15 pessoas, de diferentes locais do país, para uma programação que inclui meditação, rituais, cerimônias ancestrais e contato com tradições e saberes locais.

Durante a viagem, Cris acompanha o grupo em diferentes processos, apresentando experiências relacionadas aos saberes tradicionais do Peru. A iniciativa busca oferecer uma alternativa aos roteiros turísticos convencionais, com maior contato com práticas culturais e espirituais do país e momentos destinados à reflexão e ao desenvolvimento pessoal.

A experiência é resultado da trajetória de Cris Garcia com processos de autoconhecimento e práticas integrativas. Terapeuta Transpessoal e Centrada no Ser, formada pela DEP (Dinâmica Energética do Psiquismo), Deekshagiver e reikiana, ela iniciou seus estudos de autotransformação por meio do Pathwork, de Eva Pierrakos. Ao longo da carreira, aprofundou conhecimentos em desenvolvimento humano, espiritualidade do conhecimento, filosofia e bioenergética. Também estuda e facilita Constelações Sistêmicas Familiares há mais de 18 anos.

Em 2015, uma experiência pessoal levou Cris a rever a maneira como conduzia sua relação consigo mesma e com outras pessoas. A partir desse processo, passou a ampliar sua atuação na criação de espaços voltados ao acolhimento e a processos de autoconhecimento, além de conduzir grupos em experiências de imersão.

A relação com o Peru começou a ganhar espaço nesse trabalho há cerca de seis anos, quando Cris viajou ao país e participou de experiências junto a xamãs. Na ocasião, conheceu diferentes locais associados às tradições espirituais peruanas e teve contato com práticas como o Munay Ki e a Medicina do Cacau. A vivência contribuiu para que ela estruturasse uma proposta de viagem voltada também à aproximação dos participantes com esses conhecimentos.

Desde então, Cris passou a conduzir grupos anualmente ao país andino. Os roteiros combinam visitas e experiências culturais com atividades relacionadas à meditação, espiritualidade e autoconhecimento. A ideia é que os participantes tenham contato não apenas com os espaços visitados, mas também com elementos das tradições que fazem parte da cultura local.

O jornalista Flávio Resende, de Brasília, esteve na imersão deste ano e voltou encantado. “O grupo com o qual viajei foi de um nível altíssimo, pessoas muito espiritualizadas e especiais. Achei que foi um mergulho dentro de mim mesmo”, afirma.

Por que o Peru?

“Há lugares que escolhemos conhecer. Outros parecem nos escolher antes mesmo de sabermos que precisamos ir. Para mim, o Peru foi assim. Em 2020, recebi esse chamado através de um amigo. Naquele momento, foi uma grande surpresa. Não era simplesmente uma viagem que estava nos meus planos. Havia algo diferente naquela aproximação, uma sensação de que aquele país guardava uma conexão que eu ainda não compreendia”, conta Cris.

E ela complementa: “Talvez seja justamente isso que aconteça com tantas pessoas. Passamos anos, às vezes uma vida inteira, sem estabelecer determinadas conexões e, de repente, algo nos conduz ao Peru. Pessoas que jamais imaginaram estar ali se veem diante de suas montanhas, de seus templos, de seus caminhos ancestrais e sentem que existe algo familiar naquele encontro. Tenho a sensação de que o Peru não é apenas um lugar para onde se vai. É um lugar que chama”, afirma.

E esse chamado ganhou ainda mais força quando Cris percebeu possíveis conexões entre os povos andinos e os povos nativos brasileiros. “São culturas separadas por fronteiras que não existiam para seus ancestrais, unidas por uma relação profunda com a terra, com as montanhas, com os ciclos da natureza e com conhecimentos transmitidos através das gerações”, pontua.

“Também me despertou a atenção a presença, em diferentes tradições e relatos, da ideia de que existem determinados pontos no planeta considerados centros energéticos, lugares de passagem ou portais de conexão com dimensões mais sutis da consciência”, afirma. O Peru reúne alguns desses lugares que, há séculos, despertam reverência e fascínio.

No Brasil, existe ainda a referência ao Paralelo 14, uma linha imaginária de latitude que passa 14 graus abaixo da linha do equador. No Brasil, ele é muito famoso por cortar a na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, dividindo fama mística por cruzar na mesma faixa o santuário de Machu Picchu, no Peru. “Para mim, mais do que uma coincidência geográfica, essa ideia passou a representar simbolicamente uma ponte entre territórios, culturas e conhecimentos ancestrais”, analisa.

Há também uma antiga narrativa sobre a existência de um caminho subterrâneo ligando a região central do Brasil a Machu Picchu. Alguns relatos associam essa tradição aos povos Xavante e à existência de conhecimentos ancestrais sobre esses caminhos. “Não sei onde termina a história e começa o mistério — e talvez seja justamente essa fronteira que torne tudo tão fascinante”, diz.

A edição de 2027 já tem data marcada: de 21 a 30 de abril. Mais informações pelo Instagram @vivaInstitut8 ou pelo Whatsapp: 11 98358-6666.

Fonte: Proativa Comunicação

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