Parceria inédita com da Dasa com a ONG Xingu+Catu amplia o acesso à saúde feminina por meio de exame de DNA HPV com autocoleta no Mato Grosso
A Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil, em parceria inédita com a ONG Xingu+Catu, está ampliando o acesso à saúde de mulheres indígenas do Território Indígena do Xingu, no Mato Grosso. O projeto pretende promover o rastreamento e a detecção precoce do câncer de colo do útero, contribuindo para reduzir desigualdades no cuidado com a saúde feminina nos territórios.
A iniciativa utiliza o exame de DNA HPV com autocoleta, ofertado pela Dasa, sendo um exame essencial para o diagnóstico precoce do câncer de colo de útero.
“Estamos rastreando populações que não têm acesso ao exame por várias razões, ou porque estão isoladas em suas comunidades ou por razões culturais da coleta do teste realizada pelos métodos mais tradicionais, com um ginecologista”, explica Natalia Gonçalves, superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento da Dasa.
A superintendente também compartilha que este é o primeiro programa da Dasa focado especificamente em uma comunidade indígena, reforçando o compromisso da empresa com a inclusão, responsabilidade social e a saúde da mulher.
“A participação da Dasa neste projeto vai ao encontro da nossa missão de levar saúde para todos os brasileiros, inclusive os que vivem em regiões onde o acesso à medicina diagnóstica de qualidade é mais difícil”, ressalta Leonardo Vedolin, vice-presidente Médico e de Operações da Dasa.
Compromisso com a saúde pública é promover inclusão
A metodologia central do projeto é a prevenção primária e secundária do câncer de colo do útero, por meio do exame de DNA HPV com autocoleta. A iniciativa é inovadora no Xingu e busca aumentar a adesão às campanhas de rastreamento, alinhadas à expectativa da ONG Xingu+Catu de eliminar o câncer de colo do útero na região.
A equipe médica da Xingu+Catu é responsável pela coleta das amostras e orientação das mulheres indígenas sobre o processo de autocoleta. Até o momento, 465 amostras já foram coletadas nas comunidades indígenas, com uma média de idade de 38 anos entre as participantes.
Após a coleta, a Dasa realiza o processamento laboratorial e reenvia os resultados para as comunidades, sem custo algum. “As mulheres recebem orientação sobre o processo e compreendem a relevância do exame”, destaca Natalia Gonçalves.
A Xingu+Catu também assegura a continuidade do cuidado, com encaminhamento para tratamento médico, caso sejam detectadas alterações ou haja necessidade de diagnósticos complementares.
A superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento da Dasa, Natalia Gonçalves destaca que a escolha do câncer de colo do útero para o foco do projeto foi baseada em dados epidemiológicos, tendo em vista que no Brasil, a doença é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres.
“A infecção persistente pelo vírus HPV é a causa de quase todos os casos da doença, que é prevenível, inclusive com vacina disponível no SUS. A iniciativa também se alinha aos objetivos globais da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminar a doença como um problema de saúde pública até 2030”, afirma Natália.
Inovação na saúde
O projeto utiliza uma abordagem multifacetada que integra estratégias de saúde pública e tecnologia avançada, incluindo:
- vacinação universal contra HPV;
- autocoleta e detecção de DNA de HPV, utilizando tecnologias avançadas para precisão diagnóstica;
- promoção de letramento em saúde, a partir da formação de lideranças femininas indígenas e participantes do projeto, alavancando ferramentas digitais para educação e comunicação;
- geração de dados inéditos, padronizados e colaborativos, empregando sistemas de informação e análise de dados para otimizar a intervenção e o acompanhamento;
- empoderamento das mulheres indígenas, garantindo assim que todos os benefícios retornem à comunidade para um atendimento personalizado e eficaz.
Fonte: Observatório do Terceiro Setor
Imagem: Reprodução ONG Xingu+Catu