Magistrados participam de vivência com crianças e adolescentes do Filhos da Nação

Visita reuniu representantes do TJDFT e do CNJ em roda de conversa e remada no Lago Paranoá nesta terça-feira (22)

O Projeto brasiliense Filhos da Nação, recebeu nesta terça-feira (22), visita da juíza titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Rejane Suxberger, a juíza substituta Indiara Arruda de Almeida Serra e o juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Hugo Gomes Zaher, para uma vivência com crianças e adolescentes atendidos pela iniciativa. Durante o encontro, os magistrados participaram de uma roda de conversa e de uma remada no Lago Paranoá, conhecendo de perto a Remoterapia, metodologia desenvolvida pelo Filhos da Nação para trabalhar habilidades socioemocionais, com foco no fortalecimento da autonomia, do pertencimento e das perspectivas de futuro de crianças e adolescentes em acolhimento institucional.

A visita foi articulada por Kênia Mourão, do Movimento Além do Acolhimento, que também participou das atividades. A proposta foi proporcionar um momento de convivência e escuta, além de apresentar aos representantes do Judiciário como o projeto utiliza o esporte e a experiência coletiva como instrumentos de desenvolvimento.

Para Rejane Suxberger, estar próxima das crianças e adolescentes cujas histórias chegam ao Sistema de Justiça é parte fundamental da atuação na área da infância e juventude. A magistrada, que também exerce a função de coordenadora da Infância e da Juventude do TJDFT, defendeu a necessidade de superar a imagem de um Judiciário distante. “O maior compromisso que tenho, enquanto magistrada da Justiça da Infância, é estar junto das nossas crianças, conhecê-las e, principalmente, permitir que elas também nos conheçam. Que saibam da importância que damos a elas e que saibam que são vistas”, afirmou Rejane.

A juíza lembrou, durante a conversa, de uma história que ilustra essa distância: uma criança que vivia em uma instituição de acolhimento teria perguntado se “juiz voava”, tamanha a dificuldade de imaginar aquela figura como uma pessoa próxima e presente. Segundo Rejane, esse distanciamento precisa ser rompido, sobretudo diante da realidade de crianças e adolescentes em acolhimento institucional. “Muitas vezes, essas crianças não são vistas pela nossa sociedade. Por isso, esse primeiro contato deve partir também do Sistema de Justiça, de nós, magistrados. Para mim, é um prazer muito grande trabalhar com a infância e, principalmente, estar junto com vocês”, completou.

A aproximação está alinhada à própria atuação institucional da Justiça da Infância e da Juventude do DF, cuja missão inclui a integração da rede de garantia de direitos e a busca por um atendimento mais completo e humano às crianças e adolescentes.

Para o Filhos da Nação, a presença dos magistrados também representa uma oportunidade de ampliar o diálogo com atores que integram a rede de proteção e apresentar, na prática, os resultados e a metodologia desenvolvida pelo projeto.

Fonte: Talita Costa

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