“Quem você ajudou hoje?” sugere que a educação focada no coletivo, e não no indivíduo, pode ser a chave para a construção de um país menos desigual
Jornalista Paulo Henrique Galvão propõe uma reflexão urgente sobre democracia, desigualdade e o papel da educação na reconstrução do Brasil. Com análise crítica e visão propositiva, aponta caminhos reais para superar a polarização e fortalecer o coletivo. Um convite direto à ação e à responsabilidade individual.
A construção de um Brasil mais justo requer mudança de foco de nossa sociedade do individual para o coletivo. Para o autor, que é mestre em relações internacionais e bacharel em história, a redução das desigualdades só virá com eleitores conscientes da necessidade de tratar de forma desigual os desiguais, como nos ensinou Ruy Barbosa. A obra sugere que a busca por um olhar mais empático deve começar pela educação de nossas crianças. Fugir da ideia de que estamos em uma competição, com ganhadores e perdedores.
“Dá trabalho? Sem dúvida. Demanda tempo? Com certeza. Mas nada impede que iniciemos a caminhada. A velocidade importa menos que a direção”, destaca. Mais do que uma reflexão, Paulo Henrique Galvão propõe um caminho. Um Estado social liberal que favoreça a geração de riqueza, mas com mecanismos efetivos para emancipação dos mais pobres. “A compreensão de que o futuro não está dado, mas será construído por nós é fundamental. Nenhuma tendência é um destino. É evidente que tais propostas, para prosperarem, necessitam de uma defesa intransigente da democracia e de um ambiente de diálogo. Manter a arena aberta para que a verdade chegue até nós, como escreveu John Stuart Mill. É essencial, portanto, desfazer a atmosfera de radicalismo, em que pessoas que defendem espectros políticos distintos e pensam diferente se enxergam como inimigas e não como adversárias”, completa Galvão.
Serviço
Lançamento:
4 de agosto (terça-feira) – 19h
Livraria Drummond do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073
Fonte: Nayara Alves – Cleinaldo Simões Assessoria