Projeto do deputado Rubens Pereira Jr propõe regime de resposta rápida para doenças raras no Brasil

deputado federal Rubens Pereira Júnior apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1507/2026, que institui o Regime Nacional de Resposta Rápida e Atenção Integral às Doenças Raras. A proposta estabelece prazos máximos para atendimento especializado, conclusão diagnóstica e início do tratamento de pacientes em todo o país.

projeto prevê a criação de Centros Regionais de Referência em Doenças Raras nas macro-regiões brasileiras, com estrutura integrada de telemedicina e protocolos clínicos flexíveis para agilizar o atendimento e ampliar o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Pela proposta, o prazo máximo para agendamento de consulta especializada será de 30 dias. Já a conclusão diagnóstica deverá ocorrer em até 90 dias, enquanto o início do tratamento terá limite de até 180 dias após a confirmação do diagnóstico.

Além disso, o texto cria um Fundo de Contingência de R$ 200 milhões destinado ao custeio de medicamentos e terapias de alta complexidade e baixa prevalência, especialmente em situações consideradas de urgência clínica.

Segundo o parlamentar, o objetivo é reduzir o tempo de espera enfrentado por milhares de famílias que convivem com doenças raras no Brasil.

“Esta lei vai transformar a vida de milhares de famílias maranhenses que hoje enfrentam incertezas e demoras para receber o cuidado que suas doenças raras exigem”, afirmou Rubens Pereira Júnior.

De acordo com dados da Fiocruz, cerca de 5 a 8 milhões de brasileiros vivem atualmente com alguma doença rara, o equivalente a aproximadamente 2,5% da população. Informações do DATASUS apontam que mais de 1,2 milhão de pacientes atendidos pelo SUS já receberam diagnóstico relacionado a doenças raras, mas cerca de 30% dos casos levam mais de cinco anos para serem identificados.

projeto também prevê monitoramento público dos resultados por órgãos de saúde, além da criação de um registro nacional de doenças raras e tecnologias terapêuticas.

No Maranhão, estado com cerca de 7,2 milhões de habitantes, a estimativa é de que entre 1,5 mil e 2 mil pessoas convivam com doenças raras registradas oficialmente.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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